Havia
tanta tanta harmonia, tanta paz
em aquele som, que
suavemente vou soltando as minhas mãos
aferradas ao ramagem. E, eu podia sentir
que as águas
eram leves, mas firmes.
Então, deixando-me levar pela sua
confiança, eu deixei que
as ondas do
mar me importara mar a dentro a conhecer
as maravilhas daquela voz
que me falava. A
sua magia. Som
de alegria tão infinita.
Amor tão inesgotável. Faz-me explodir
por dentro. Por
fora. Faz-me sentir viva
e plena. Ele era
meu, ele era eu. Queria quedar-me presa
daquele momento. Uma
nuvem cheia de água, por onde passava
deixava escapar gotas finas de chuva, todas caiam
na minha cabeça, nos meus ombros e resvalavam
pelo meu corpo, todas cheias de amor, paz e perdão. Me resistia,
tinha ganas de lutar porque era o meu ser juvenil que me mandava.
Inês
Inês
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