Cai uma só canção ao mar e os cercos tendem ao infinito. Contas e
voltas a contar-os dando a volta com o dedo como quando tiras uma pedra ao mar. Os anéis da agua te cravam nos teus
olhos e perdes o momento exato. Te deixas a mente em branco. O
corpo em branco sem dor, sem desejo, sem repugnância e sem medo. A
vida em suspenso para um momento sobreviver-a. I depois repreender-a.
Retornar ao lugar onde deixaste. Uma única canção cai hoje e
também reconto os anéis até que os números te perdem e voltas a
ser só com a agua. A vida fica quieta um pouco, como que se não
fosse como se não estivesse nunca
Alguém faz tirar uma canção na superfície plana da água e te
leva a alma Empreender o caminho de volta. Sentes a dor dos teus
ossos e da tua carne. Hoje podes gritar à vida que tende ao
infinito
Inês

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