dimarts, 27 de juny del 2017


O INFINITO


Cai uma só canção ao mar e os cercos tendem ao infinito. Contas e voltas a contar-os dando a volta com o dedo como quando tiras uma pedra ao mar. Os anéis da agua te cravam nos teus olhos e perdes o momento exato. Te deixas a mente em branco. O corpo em branco sem dor, sem desejo, sem repugnância e sem medo. A vida em suspenso para um momento sobreviver-a. I depois repreender-a. Retornar ao lugar onde deixaste. Uma única canção cai hoje e também reconto os anéis até que os números te perdem e voltas a ser só com a agua. A vida fica quieta um pouco, como que se não fosse como se não estivesse nunca

Alguém faz tirar uma canção na superfície plana da água e te leva a alma Empreender o caminho de volta. Sentes a dor dos teus ossos e da tua carne. Hoje podes gritar à vida que tende ao infinito


Inês

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